Estamos em momento favorável para a compra de imóveis?

Com as incertezas trazidas pela pandemia de COVID-19 e os receios de uma forte queda na economia, é natural se perguntar se este é o momento certo para a compra de imóveis. Intuitivamente, as pessoas acabam acreditando que não é a hora de aquisições, mas não é bem assim. Essa pode ser a oportunidade certa para garantir seu apartamento próprio.

Afinal, para estimular a indústria e o comércio, o Governo e os bancos privados podem lançar linhas de crédito bastante atrativas. Além disso, as próprias construtoras estão oferecendo imóveis a valores muito vantajosos.

A Construção Civil é um dos grandes motores da economia brasileira. Ela movimenta mais de 400.000 negócios de pequenas a grandes empresas. Além disso, um crescimento de 3% na área gera mais de 100.000 empregos.

Se queremos sair da crise, o setor contribuirá bastante. Ainda mais que o déficit habitacional brasileiro (famílias sem moradia própria) ainda é grande. De acordo com o IBGE, precisam ser construídas 7,7 milhões de residências para resolver o problema, especialmente no caso das famílias mais pobres.

Então, há muita oportunidade para fazer a economia girar e contribuir positivamente para a vida de muitas pessoas. Quer saber mais? Acompanhe!

O cenário atual e os impactos no mercado imobiliário

Atualmente, estamos vivendo uma época de bastante ansiedade e preocupação por causa da calamidade em saúde causada pela COVID-19. Ela traz bastante desafios para as pessoas, empresas e para o Governo. Afinal, as consequências vão surgir em diversas áreas, como comércio e a economia.

No entanto, como em qualquer crise, há muitas ações que podem ser tomadas para mitigar os seus efeitos sobre a vida das pessoas e o dinamismo do mercado. Assim, muitas oportunidades podem surgir se você tiver um bom plano e controle financeiro.

Em 1º de abril, o Governo anunciou a suspensão do lançamento do novo formato do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas garantiu que todo o orçamento previsto para ele está mantido. Serão mais de R$9 bilhões vindos apenas das contas do FGTS. Nas últimas semanas, outras boas notícias surgiram, como vocês verão nos próximos tópicos.

Isso não é nenhuma surpresa: o setor da construção civil é um dos mais importantes do país. Consequentemente, é muito provável que novos incentivos sejam direcionados dentro do programa Minha Casa Minha vida ou outro em moldes semelhantes. Assim, o financiamento imobiliário pode ficar muito mais vantajoso para quem tem renda menor que R$3.300,00.

As novas medidas da caixa para financiamentos

A primeira excelente novidade para quem quer comprar um apartamento é a implementação de um tempo de carência de 180 dias para começar a pagar as parcelas de contrato da compra de novos imóveis. Quem iniciar o financiamento neste momento poderá começar o pagamento das parcelas depois de, mais ou menos, 6 meses. Desse modo, provavelmente, o momento de maior emergência e preocupação já vai ter passado.

Como o próprio presidente da Caixa explicou em uma live para o todo o mercado:

“É uma medida para parte mais relevante da carteira de crédito da Caixa Econômica Federal, o coração do banco, que é o crédito imobiliário. Nós temos 5,5 milhões de famílias beneficiadas por essa operação que gera um volume muito grande de empregos”.

Há cerca de 1,1 milhão de empregos ligados à iniciativa. Então, quem estava com receio pode se tranquilizar, pois a Caixa vai empregar todos os esforços para auxiliar os seus clientes. Neste ano, o investimento do banco público no mercado imobiliário se deu da seguinte forma:

  • já foram disponibilizados R$54 bilhões para serem aplicados no segmento imobiliário de um total esperado de R$111 bilhões;
  • mais de R$35 bilhões já foram emprestados;
  • R$43 bilhões foram liberados para novas linhas de crédito imobiliário.

Em relação às pessoas que já estão com financiamento, não há motivos para preocupação, pois quem está com até 2 parcelas atrasadas poderá escolher o pagamento parcial da prestação por 90 dias. Além disso, é possível pausar as prestações do financiamento pelos diversos canais da Caixa, como o telefone e os aplicativos.

Por fim, haverá também um estímulo de até 20% dos recursos direcionados ao Financiamento à Produção. Com isso, as obras que ainda não foram iniciadas poderão sair do papel. Em relação às obras em andamento, haverá também uma liberação de recursos nos próximos 3 meses.

Todas essas notícias mostram que todo o caminho para a solidez do setor no momento da crise já foi viabilizado. Nesse sentido, não precisa ter tanto medo de o capital para financiamento secar ou empresas falirem, deixando de entregar os imóveis.

O impacto da queda da taxa SELIC no mercado imobiliário

Outro ponto importante a se observar são as medidas do Banco Central para estimular a economia como um todo. Entre elas, a mais importante é a taxa SELIC. Ela é a taxa básica de juros pagos pelo Banco Central do Brasil. Quanto maior ela for, maiores serão as taxas disponíveis nos bancos para o consumidor.

Os analistas econômicos acreditam que, em 2020, ela chegará aos menores números registrados na história. Agora em maio, ela foi definida em 3%, a menor da história. Isso tem um efeito cascata no crédito imobiliário. Quanto menor ela for, melhores serão as condições de financiamento imobiliário. Portanto, a quarentena pode ser a melhor época para a aquisição de imóveis nos últimos anos.

A compra de imóveis online já é realidade

Muitas pessoas têm receio de tomar uma decisão tão importante pelo comércio eletrônico. No entanto, o mercado está muito preparado para esse tipo de demanda. Hoje em dia, é possível ver todos os detalhes sobre o imóvel sem precisar visitá-lo.

Há ferramentas bem interessantes de tour virtual 3D que permitem uma maior imersão na planta do imóvel. Será como se você estivesse visitando-o, mas sentado em sua casa. Além disso, todo o processo de assinatura de contrato também pode ser feito virtualmente por meio de dispositivos móveis.

Aqui na Direcional Engenharia, fazemos o contrato de forma totalmente digital com assinatura eletrônica. Assim, você não precisa sair de casa para assim e conta com toda a segurança durante o processo. Seus dados estarão protegidos pelas melhores ferramentas!

Como planejar a aquisição de imóvel neste momento?

Entretanto, como qualquer decisão financeira, é preciso ter bastante planejamento.

Confira sua faixa de renda no Minha Casa Minha Vida

Todas as faixas do MCMV serão beneficiadas pelas medidas acima. Então, em alguns casos, você não precisa se preocupar nem em ter uma entrada para dar. Nos demais casos, você poderá utilizar parte do seu saldo no FGTS para garantir a aquisição do imóvel.

Atualmente, são estas as seguintes faixas:

Faixa 1

É voltada para as famílias que ganham até R$1.800 brutos, isto é, a soma da renda de todo mundo que vai morar na casa antes dos descontos de INSS e outros impostos ou taxas. Importante lembrar que os benefícios de prestação continuada e o bolsa família não entram nessa conta. A taxa de juros aqui é 0, e o financiamento pode ser feito sem nenhuma entrada.

Quando a família é selecionada para o programa, ela pode pagar em até 120 meses com prestações que variam de R$80,00 a R$270,00 de acordo com a renda. O auxílio do governo pode chegar a 90% do valor do imóvel. Por causa disso, inicialmente o pedido de financiamento não é feito diretamente com a construtora ou a Caixa. É preciso se cadastrar e ser aprovado na prefeitura para ter direito aos benefícios.

Faixa 1,5

Quem apresenta uma renda familiar bruta de até R$2.600,00 mensais poderá adquirir um imóvel nas seguintes condições:

  • compra de imóveis dentro de um limite que fica em torno de R$135.000,00;
  • um subsídio limitado acerca de R$45.000,00;
  • uma taxa de juros por volta de 5%.
  • o financiamento pode ser feito em até 30 anos.

Lembre-se sempre de que esses valores podem variar conforme a renda familiar e as condições propostas pela construtora. Além disso, você pode usar o fundo de garantia para aliviar o impacto do financiamento.

Faixa 2

Já quem ganha de R$2.600,00 a R$4.000,00 poderá financiar cerca de R$240.000,00 com taxas de 6% a 7% ao ano, de acordo com a renda. Já o prazo para pagar pode ser de até 30 anos, enquanto os subsídios podem chegar a R$29.000,00.

Faixa 3

Nesta última, voltada para rendas de até R$7.000,00, o subsídio oferecido pelo MCMV é uma taxa de juros reduzidas, que podem chegar a até cerca de 9,16% de acordo com o caso.

Verifique seu saldo no FGTS

A falta de planejamento é um dos maiores erros no financiamento imobiliário. Nesse sentido, conferir sua conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode trazer uma ajuda significativa ao financiamento.

O FGTS é aquela taxa descontada do salário de quem trabalha com carteira assinada e serve como uma poupança, que também pode ser usada para o financiamento de imóveis. Essa é uma ótima opção para investir esse dinheiro, o saldo da sua conta do FGTS pode ser usado para dar entrada no financiamento ou para ajudar nos abatimentos da dívida anual.

Com ela, você pode dar uma entrada para minimizar o impacto das prestações sobre sua renda. Esse pode ser um dos melhores momentos para você otimizar o uso desse dinheiro.

Diante disso tudo, não é preciso de ter medo de fazer uma compra de imóveis neste momento. A cautela é sempre necessária para que você não comprometa seu orçamento, mas, se você sentir que sua situação está mais estável, provavelmente não haverá oportunidade melhor nos próximos anos. Afinal, tanto o Governo quanto o mercado estão fazendo o possível para manter o comércio de bens e serviços com boa liquidez.

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